PARQUE CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO DE ITAJUBÁ

Itajubá
Materplan
Visualization © bcmfarquitetos
Materplan
Visualization © bcmfarquitetos
Edifício Administrativo e Centro de Convivência
Visualization © bcmfarquitetos
Edifício Administrativo e Centro de Convivência
Visualization © bcmfarquitetos
Edifício Administrativo e Centro de Convivência
Visualization © bcmfarquitetos
Edifício Administrativo e Centro de Convivência
Visualization © bcmfarquitetos
Edifício Administrativo e Centro de Convivência
Drawing © bcmfarquitetos
Condomínio de Empresas
Visualization © bcmfarquitetos
Condomínio de Empresas
Visualization © bcmfarquitetos
Condomínio de Empresas
Visualization © bcmfarquitetos
Condomínio de Empresas
Drawing © bcmfarquitetos
Centro de Manutenção e Apoio
Visualization © bcmfarquitetos
Centro de Manutenção e Apoio
Visualization © bcmfarquitetos
Centro de Manutenção e Apoio
Visualization © bcmfarquitetos
Centro de Manutenção e Apoio
Drawing © bcmfarquitetos
Ágora
Visualization © bcmfarquitetos
Ágora
Visualization © bcmfarquitetos
Ágora
© bcmfarquitetos
Arquitectos
BCMF Arquitetos
Localização
Itajubá
Ano
2011
Pisos
5-20 Stories

Localização
A cidade de Itajubá situa-se no sul do estado de Minas Gerais e tem população aproximada de 100 mil habitantes. A presença de um grande número de pesquisadores pós-graduados lhe garante condição de expoente da pesquisa científica brasileira e mundial. A cidade é também reconhecida nacionalmente por ter um dos melhores sistemas de ensino universitário do país. Paralelamente, o município possui um dos maiores distritos industriais da região sul do estado, com indústrias de grande e médio porte, das quais muitas encontram-se em fase de expansão e formação de novos postos de trabalho, empregando hoje entre nove e dez mil pessoas. Estes fatos contribuem para que Itajubá tenha um dos mais altos indices de desenvolvimento humano (IDH) de Minas Gerais. Tal contexto se mostra propício à instalação do Parque Científico e Tecnológico – um tipo de empreendimento em que a parceria entre as três esferas do governo, empresas privadas e a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) configura um potente fator de desenvolvimento e inovação, local e regional.
Projeto urbanístico
Projetado com ênfase na qualidade ambiental e paisagística, o parque pretende se firmar como um equipamento de uso público, opção de lazer para a cidade e seu entorno, indutor de turismo para a região. O desenho urbano e paisagístico parte da premissa de que o lugar deve possuir características bastante distintas de uma ocupação urbana convencional, no que diz respeito à baixa densidade e à integração do ambiente construído com a natureza aqui pretendidos. Propõe-se, em resumo, que o lugar tenha características mais comuns a um parque, propriamente, do que a uma mera expansão da cidade, o que se reflete na urbanização de apenas aproximadamente 670.000m2 dos 250 hectares inscritos no perímetro do PCTI.
Topografia e implantação
As principais manchas de ocupação decorrem diretamente do mapa de declividades, na medida em que são preservadas as áreas com inclinação superior a 25%. Esta estratégia permite que os dois vetores de ocupação por edifícios estejam cercados por áreas verdes preservadas pelo projeto. São também proporcionadas visadas da natureza a partir dos futuros edifícios, garantidas pela criação de parâmetros variáveis para taxa de ocupação e coeficiente de aproveitamento que resultam em um escalonamento entre os edifícios implantados em ambos os vetores.
Um terceiro vetor, definido pelo futuro Parque Municipal de Itajubá, articula-se com os dois anteriormente citados em uma APP - área de preservação permanente. Neste local, propõe-se que a articulação espacial dos três vetores se estabeleça a partir da criação de uma grande praça circular, local de caráter essencialmente público, um grande ponto de encontro com densa arborização e uso paisagístico, científico e recreativo da água. Dadas suas características, é atribuído a este espaço o nome de Ágora, como nas praças públicas da cidade grega clássica.
Ao longo da área de ocupação mais plana, é proposta uma barragem no ribeirão José Pereira para criar uma represa com superfície de aproximadamente 10 hectares, importante elemento paisagístico no contexto geral do parque que pode, também, servir como instrumento de medição e controle de inundações.

Acessos e estrutura viária
O Parque é acessado a leste pela rodovia MG-383 e a sudoeste pela avenida BPS, que acompanha o traçado do ribeirão José Pereira e pode conduzir, sem desníveis acentuados, o fluxo de visitantes a partir da cidade e da Universidade, favorecendo o uso da bicicleta. A UNIFEI e os edifícios que compoem a Fase I do PCTI estão situados na avenida BPS, e a proximidade ao local de instalação da Fase II do Parque é fator decisivo para a integração necessária entre as empresas e o ambiente acadêmico.
Paisagismo
Pretende-se proporcionar a interação entre a paisagem local e as áreas urbanizadas do Parque, marcadas principalmente pela nova represa. A arborização das ruas do loteamento é temática, isto é, cada rua correspondendo a uma determinada espécie arbórea nativa. São utilizadas espécies perenes que demandam menor quantidade de água na irrigação, capazes de promover um paisagismo sustentável e com economia de manutenção. A ênfase do desenho paisagístico é dada à Ágora, que funciona como articuladora do Parque e terá espaços para eventos, contemplação e lazer. Além disso, a inserção de vários equipamentos que priorizam o bem-estar dos usuários (bancos, mesas, vasos, iluminação) valoriza as calçadas e a Ágora.
Edifícios
Três edifícios são integrados ao projeto da Fase II do PCTI: o edifício Administrativo e Centro de Convivência; o Condomínio de Empresas e o Centro de Manutenção e Apoio. Como características comuns aos três edifícios, destacam-se a opção por sistemas construtivos industrializados (em especial a estrutura modular em concreto pré-fabricado), as soluções para uso e controle de ventilação e iluminação naturais, e o partido volumétrico prismático em que as grandes aberturas estabelecem uma relação de continuidade entre espaço arquitetônico e paisagem.
No Edifício Administrativo e Centro de Convivência, é estabelecida uma setorização de usos em dois níveis principais, priorizando as atividades de caráter público no térreo, em volumes isolados, e as administrativas em um bloco linear suspenso. Desta forma, fica assegurada a escala humana nas diversas ambiências do nível de acesso, e é estabelecido um forte referencial da instituição pelo bloco administrativo.
O edifício do Condomínio de Empresas se identifica na multiplicidade de atividades exercidas pelas empresas participantes, ao que o projeto arquitetônico responde com um dinâmico jogo volumétrico. A adoção de um princípio de ocupação orgânico sobre um grid espacial modular atende à adaptabilidade demandada por um empreendimento como este.
O Centro de Manutenção e Apoio abriga atividades de caráter técnico ao mesmo tempo em que reúne espaços dedicados ao bem-estar e à socialização dos funcionários do PCTI. O edifício é composto de três blocos separados por dois pátios internos. Ainda que se estabeleça uma autonomia clara para cada segmento, a edificação caracteriza-se como um volume único com grandes aberturas nas extremidades e junto aos pátios internos.

Ficha Técnica

Arquitetura e Urbanismo
Autores: Bruno Campos, Marcelo Fontes, Silvio Todeschi (BCMF Arquitetos), Fernando Maculan, Mariza Machado Coelho (Mach Arquitetos)
Equipe: Mara Coelho, Patrícia Bueno, André Resende, Anna Lobato, Gabriela Gomes, Leonardo Rodrigues, Marta Guedán, Carolina Eboli, Luisy Silva, Henrique Amin
Perspectivas: BCMF Arquitetos (André Resende)

Projetos Complementares
Coordenação e Infraestrutura Urbana: Engesolo
Acústica: Oppus Acústica
Ar Condicionado: Air Project
Comunicação Visual: Hardy Design
Estruturas em Concreto: Engeserj (Fundações, Contenções e Estruturas de Concreto Moldadas in loco)/ Ceprol (Pré-Moldados)
Estruturas Metálicas: Jansen Domingues
Impermeabilização: Firmino Siqueira/Isolar
Instalações Prediais: Engeth
Paisagismo: Vazio S/A
Prevenção e Combate a Incêndio: MM Projetos

Área total Urbanização: 666.216 m2
Àrea Edifício Administrativo: 6.455 m2
Área Condomínio de Empresas: 5.378 m2
Área Centro de Manutenção e Apoio: 1.896 m2
Data do Projeto: 2011-2012
Data Conclusão da Obra: Ainda não iniciada

Projetos relacionados

  • Mobile Dry Diversion Toilet
    FABULOUS URBAN
  • Meerssen Maison de Ville / Maison Proosdij
    Coenen Sättele Architecten
  • Biozentrum, 2. BA
    Schneider + Sendelbach
  • Meerssen
    Coenen Sättele Architecten
  • Berufsbildungszentrum BBZ Biel
    égü Landschaftsarchitekten GmbH

Outros projetos por BCMF Arquitetos

Residência Esteves
Divinópolis
H3O
Belo Horizonte
Bar Stella Artois
Belo Horizonte
Candidatura Olimpíadas Rio 2016
Rio de Janeiro
Centro de Hóquei sobre Grama - Rio Pan 2007 - Complexo de Deodoro
Rio de Janeiro
Centro Nacional de Hipismo - Rio Pan 2007 - Complexo Esportivo de Deodoro
Rio de Janeiro